terça-feira, 28 de outubro de 2014

Organize-se financeiramente para adquirir um animal de estimação

Entrevista do site Valia em dia ao Consultor Financeiro Paulo Costa

Eles são o xodó das crianças e a companhia para qualquer pessoa. Os animais de estimação mudam a rotina das famílias positivamente, trazendo mais alegria a seus donos, porém, também são uma fonte de gastos. Por isso, antes de tomar a decisão de adquiri-los, seja pela adoção ou compra, o interessado deve estar consciente de suas reais condições financeiras e das necessidades desses bichinhos, a fim de garantir o bem-estar deles. Para obter mais informações sobre o assunto, o Valia em Dia entrevistou o educador financeiro e membro da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), Paulo Costa, e a médica veterinária Dra. Juliana Solozabal. Confira.

Valia em Dia: Como se preparar financeiramente para adquirir animais de estimação?
Paulo Costa: Recomenda-se que as pessoas tenham uma caderneta para registrar seus gastos e rendimentos por um período de 30 dias, antes de assumir mais um compromisso. Isso auxilia na análise de quanto poderão arcar e quanto faltará para essa aquisição. Quem tem filhos que desejam esses bichinhos precisa envolvê- los nesse projeto e incentivá-los a reservar parte da mesada (caso recebam) para cuidar do animal. Essa medida traz responsabilidade e entusiasmo às crianças e adolescentes e é também um modo de educá-los quanto à questão financeira.

Valia em Dia: Qual é a importância de planejar esse projeto?
Paulo Costa: O planejamento das finanças deve ocorrer sempre, mas colocar um animal de estimação em casa, certamente, exige ainda mais atenção, pois as despesas aumentam. Quem quer adquirir um bichinho e está com o orçamento apertado pode começar com uma espécie menor, como uma ave. Isso é capaz de unir a família em torno do sonho de ter um cachorro no futuro, por exemplo. Esse preparo voltado a um projeto é fundamental para o bom andamento de qualquer organização financeira, pois traz um sentido para a atividade de poupar. Além disso, quem opta pela compra de um animal precisa considerar que o custo não será apenas para adquiri-lo.
Valia em Dia: Quais são os principais gastos com os animais domésticos?
Dra. Juliana Solozabal: Inicialmente, eles precisam ser castrados, vacinados (três a quatro doses da imunização em filhotes de cachorro, com intervalo de 21 a 30 dias, e duas em gatos) e vermifugados, para evitar vermes intestinais. Além disso, é necessário comprar ração para alimentá-los, levá-los regularmente ao médico veterinário, a uma pet shop para dar banho e, dependendo da raça, tosá-los a cada 15 dias. Já o controle de pulgas, carrapatos e piolhos, com a administração de remédios antiparasitários, deve ocorrer mensalmente. Seguindo os fundamentos da posse responsável, os proprietários têm que estar conscientes de que esses animais vivem por muitos anos (entre 10 e 12, no caso de cães) e requerem cuidados durante todo esse período.
Valia em Dia: Há fatores que tornam essa conta mais alta?
Dra. Juliana Solozabal: Os valores oscilam de acordo com a região e o estabelecimento. No caso de rações, por exemplo, os preços variam em função do tipo: há produtos diferentes para filhotes, adultos e idosos, e, ainda, linhas terapêuticas para animais doentes. A idade também influencia – a fase idosa requer mais cuidados médicos e traz custos mais elevados –, assim como o porte e a raça. Algumas delas demandam gasto extra de energia, o que pode gerar a necessidade de adestramento.
Valia em Dia: As despesas com os animais de estimação devem ser apontadas nas planilhas de gestão do orçamento doméstico?
Paulo Costa: Sem dúvidas. Elaborar uma lista com os artigos a serem adquiridos, antes mesmo da aquisição do animal, também ajuda. Sugiro que os donos pesquisem os preços em estabelecimentos diferentes. Essa análise de preços contribui tanto para uma economia quanto para o próprio controle, pois se evita a compra por impulso.
Valia em Dia: De que forma agir diante de uma situação de emergência?
Paulo Costa: Em termos de saúde, o mercado oferece planos para cães e gatos, que variam de R$30 a R$ 100. Os pacotes mais simples abrangem consultas veterinárias, vacinas e exames. Quem não dispuser desse serviço deve ter uma reserva financeira. Mas as emergências não se limitam a esse aspecto. Os donos que precisam viajar, por exemplo, e não têm quem supervisione os bichinhos podem deixá-los em hotéis para pets, locais que cobram, no mínimo, R$15 por dia de hospedagem. Assim, é importante estar preparado.

Fonte: http://www.valiaemdia.com.br/?p=18194

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Truques para seu gato beber mais água

Truques para seu gato beber mais água
A maioria dos gatos não bebe água suficiente. E porque eles são tão (aparentemente) independentes, acabamos achando que eles sabem sozinhos o que é melhor para sua saúde, como beber bastante água, por exemplo. Mas a falta de hidratação do organismo pode trazer sérias consequências para a saúde dos felinos, principalmente para os que alimentam-se exclusivamente de ração seca, que contém apenas 10% de umidade. Infecções urinárias, cálculos renais e outros problemas nos rins, uretra e bexiga são, infelizmente, cada vez mais comuns nos gatos, resultado de um estilo de alimentação bem longe do ideal para o que nossos bichanos são: carnívoros estritos (deveriam alimentar-se apenas de proteína animal).
Se seu gato não consume uma alimentação biologicamente adequada e faz uso de rações secas, por favor, adote o máximo possível de medidas para fazer com que ele beba mais água diariamente.
Ajudar seu gato a aumentar o consumo de água trará vários benefícios: ´
Estratégias para fazer seu gato beber mais água
– Mude para uma dieta mais rica em água
Ração em lata contém mais água e pode ser a maneira mais fácil de fazer seu gato consumir mais água. Se seu gato alimenta-se exclusivamente de ração seca (por favor, reveja isto!!!), tente adicionar água ou caldos naturais de carnes (receitinha no fim do texto). Mas esta opção não vale para quem deixa ração à vontade o dia inteiro, hábito, aliás, não recomendado. Gatos, como os cães, podem e devem comer toda a porção assim que for servida.
– Pedacinhos de gelo
Este recurso adiciona umidade à ração seca e serve como ‘petisco’. O gelo acaba pegando o sabor da ração e os bichanos costumam gostar de lambê-lo, o que os hidrata. Adicionar cubos de gelo à água também pode torná-la mais interessante para o gato, que passará a bebê-la mais.
– Sirva porções menores e mais frequentes de comida
Comer dá sede! Então porções menores e mais frequentes de comida também podem ajudar seu gato a beber mais água.
– Deixe vários potes com água fresca e limpa espalhados pela casa
Facilite a hidratação do seu gatinho fazendo com que ele encontre água fácil por todos os lados! Gatos costumam amar tomar água em copos, fica a dica.
– Onde está a água?
Mantenha os potes de água e comida sempre longe da caixa de areia.
– Sempre fresca!
Gatos gostam de comida e de água sempre frescas. Troque a água ao menos uma vez por dia, mantendo as vasilhas (preferencialmente de vidro, inox ou louça esmaltada) sempre limpas.
– Torneira, a amiga dos gatos!
Se seu gato adora beber água diretamente de água corrente, use a oportunidade para fazer com que ele beba mais. Abra a torneira para ele por um tempinho algumas vezes por dia, sempre evitando o desperdício, claro! A ideia é hidratar seu gato, não jogar água fora, né?
– Gostinho na água
Teste maneiras sutis de dar um gostinho saboroso à água e veja se seu bichano toma gosto pela novidade. Que tal tentar um pouco de caldinho de carne feito por você (receita no fim do texto) ou um pouco do caldo de sardinha ou atum enlatados em água?
– Experimente diferentes tipos de vasilhas
Teste recipientes saudáveis, que não liberem resíduos tóxicos na água.
Receita de caldo natural de carne:
Ferva a carne escolhida e os ossos por 12 a 24 horas em água filtrada com um pouquinho de vinagre de maçã ou suco de limão (2 colheres de sopa para cada 5 litros de água). Ao final do período de cozimento, passe o caldo por uma peneira. Armazene separadamente o líquido dos sólidos em potinhos com porções individuais (1 ou 2 xícaras cada porção) e congele. Remova os ossos da parte sólida e descarte-os.

Fonte: http://www.maedecachorro.com.br/2013/08/10-truques-para-seu-gato-beber-mais-gua.html

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pesquisas indicam que cães sentem ciúmes

Pesquisas indicam que cães sentem ciúmes
O cão é o melhor amigo do homem e, assim como ele, é capaz de sentir ciúmes, sugerindo que o sentimento pode ter raízes no instinto de sobrevivência, revelaram cientistas dos Estados Unidos em um estudo publicado nesta quarta-feira (23) no periódico "PLOS One".
Cientistas testaram 36 cães e seus donos em um experimento no qual os humanos precisavam brincar com três objetos diferentes na frente de seu animal de estimação.
Um dos objetos era um cão de brinquedo que latia e balançava a cauda sempre que se pressionava botão. Os donos, então, tinham que brincar com ele como se fosse um cachorro de verdade durante um minuto.
Os pesquisadores pediram que os donos repetissem o procedimento na fase seguinte do experimento com uma lanterna em forma de abóbora do Dia das Bruxas, e fingissem brincar com ela como se fosse um cão.
Por fim, pediram que lessem em voz alta um livro "pop-up" infantil que tocava música, como se estivessem contando a história para uma criança pequena.
Segundo os estudiosos, alguns comportamentos caninos foram muito mais frequentes quando os humanos brincaram com o cachorro de mentira do que com os outros objetos. Os cães com mais frequência morderam, puxaram seus donos e empurraram o objeto, tentando se colocar entre o dono e o cachorro de mentira, do que com os outros brinquedos.
Os cães também se mostraram duas vezes mais propensos a puxar seus donos (78% dos animais fizeram isso) quando ele ou ela estava brincando com o cão de brinquedo do que quando a interação se deu com a abóbora (42%). Apenas 22% fizeram isso com o livro.
Cerca de 30% dos cães tentaram se colocar entre o dono e o cachorro de brinquedo e 25% abocanharam o cachorro de pelúcia.
Os bichos estudados eram de raças diferentes, como dachshund, lulu-da-pomerânia, Boston terrier, maltês e pug. Quase a metade dos cães estudada era de mestiços. A pesquisa foi chefiada por Christine Harris e Caroline Prouvost, da Universidade da Califórnia, em San Diego.
"Nosso estudo sugere que não só os cães têm um comportamento que poderia indicar ciúmes, mas também que eles tentaram quebrar o vínculo entre o dono e um aparente rival', explicou Harris. "Não podemos falar em nome das experiências subjetivas dos cães, é claro, mas parece que foram motivados a proteger um vínculo social importante para eles".


Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/07/pesquisa-demonstra-que-cachorros-tambem-sentem-ciumes.html

terça-feira, 7 de outubro de 2014


Não maltrate animais!

No Brasil, maltratar animais de qualquer espécie é considerado CRIME AMBIENTAL, segundo prevê o art. 32 da Lei nº 9.605, de 1998, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.
   Além da violência física, são considerados maus tratos contra os animais: o abandono em via pública; mantê-lo permanentemente acorrentado; não abrigar do sol e da chuva; mantê-lo em local pequeno, não higiênico e/ou sem ventilação adequada; não alimentar diariamente; negar assistência ao ferido; obrigar o animal a trabalho excessivo, etc.
     Se você presenciar algum ato de violência contra algum bichinho, faça o seguinte:
     1 - chame alguém para ser testemunha do ocorrido ou registro o que aconteceu (por meio de fotos ou filmagens);
     2 - anote o maior número de dados para instrução do processo (data, local do fato, como aconteceu, quem estava envolvido, etc);
     3 - entre em contato imediatamente com a polícia para lavrar um boletim de ocorrência ou para pegar o agressor em flagrante (é interessante dizer à polícia que se trata de um crime ambiental, condenado pela art. 32 da Lei nº 9.605, para que a polícia tenha ciência de que está tratando com uma pessoa bem informada sobre os direitos dos animais);
   4 - na delegacia deve ser lavrado um Termo Circunstanciado para abertura do inquérito policial que irá processar o crime (mantenha sempre a calma ao lidar com a polícia e relate todo o ocorrido, com a maior riqueza de detalhes possível);
     5 – se você não for tratado adequadamente pela polícia, ou se eles não seguirem o dever legal deles, entre em contato com a Corregedoria de Polícia e relate o que ocorreu, citando o nome dos policiais envolvidos.
     Uma observação final é que se deve ter certeza de que há uma agressão, não basta apenas desconfiar de que alguém está judiando de um bichinho, uma vez que denunciar falso crime também tem implicações.
     Apesar da pena contra esse crime seja muito branda, é extremamente importante que os responsáveis pelos maus tratos sejam responsabilizados para que passem a ter antecedentes criminais e para servirem de exemplos aos que acham que nada acontecerá contra quem mal trata animais. Não tenham medo de denunciar e fazer valer a lei!

Fonte: http://www.caoviver.com.br/maltratar-animais-crime-ambiental/