terça-feira, 30 de setembro de 2014

Doenças existentes em cães e gatos

Doenças existentes em cães e gatos

1. Alergia alimentar
O que é: uma resposta imunológica exagerada do organismo a determinada substância presente em alimentos.
O que acontece: de ferimentos na pele provocados pela unha do próprio animal enquanto se coça sem parar até quadros gastrointestinais, como diarreia e vômito, com risco até de óbito, se ele não for tratado.
Causas: aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas são os vilões mais freqüentes. Para alguns bichos, porém, as proteínas da carne bovina podem disparar as mesmas reações alérgicas.
Sintomas: os sinais clínicos mais comuns do problema são: coceira, vermelhidão e descamação na pele, com lesões provocadas pelas unhas do animal.
Prevenção: em primeiro lugar, evite comprar ração de qualidade duvidosa. Elas têm corante, que, além de provocar alergia, prejudica a absorção dos nutrientes pelo organismo. Outra medida é não dar banhos em excesso, que retiram a oleosidade natural que protege a pele dos animais. Outra forma de prevenção é trocar o comedouro de plástico, o qual também pode desencadear uma bela alergia. Prefira o de alumínio, que não traz esse risco.
Tratamento: substitua a ração de sempre por fórmulas especiais. Se o animal é muito alérgico, opte por refeições caseiras, mas aí sempre bem orientadas pelo veterinário, tomando o cuidado de suprir todas as necessidades nutricionais do bicho.
2. Depressão
O que é: ainda faltam trabalhos que expliquem exatamente o que acontece no cérebro dos animais melancólicos, mas alguns apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos. Embora os gatos pareçam menos sentimentais, eles também sofrem com problemas desse tipo.
O que acontece: o bicho passa a recusar comida e brincadeiras, muda drasticamente de comportamento e fica arredio.
Causa: grandes mudanças, separações e solidão são os principais fatores por trás do quadro depressivo.
Sintomas: a angústia em cães geralmente é sinalizada pela mania de se lamberem freneticamente. Alguns, de tanto fazer isso, até ficam com feridas graves nas patas. Entre os felinos, é o dorso que acaba machucado por essa compulsão.
Prevenção: todos os veterinários são unânimes em dizer que o melhor remédio contra a depressão é levar seu amigo para passear. Além do benefício da atividade física - como a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar no cérebro -, as caminhadas estreitam o contato com o dono. E talvez seja sua ausência que tenha provocado o baixo-astral do seu querido bicho de estimação. Então, se ele é mesmo de sua estima, cuide bem dele nesse momento.

3. Erlichiose (doença do carrapato)
O que é: uma infecção gravíssima transmitida por carrapatos portadores de bactérias do gêneroerlichia.
Contágio: o carrapato contamina-se ao ingerir o sangue de animais doentes e transmite a bactéria ao parasitar cães saudáveis e, mais raramente, gatos.
O que acontece: entre os problemas desencadeados estão anemia, hemorragia, insuficiência renal, inflamações oculares e alterações neurológicas e de comportamento. Como a bactéria promove uma anemia grave, pode levar o animal à morte.
Prevenção: ela ocorre com a aplicação mensal de remédios para ectoparasitas, que evitam a infestação por carrapatos.
Sintomas: vários sinais indicam erliquiose. Os principais são febre, tosse, vômito, diarreia, depressão, hematomas, perda de apetite, anemia e dificuldade de respirar.
Diagnóstico: a constatação do problema se dá por meio de exames sorológicos ou de DNA.
Tratamento: é feito com remédios, de acordo com o estágio em que se descobriu a doença.

4. Insuficiência renal
O que é: alteração na capacidade de filtragem dos rins, o que acarreta a retenção de ureia e creatinina - dois compostos tóxicos - no sangue e, em compensação, e na eliminação de água, vitaminas e proteínas importantes pela urina.
Causa: a causa mais comum da insuficiência renal crônica é o envelhecimento do bicho com certa predisposição familiar. Já a insuficiência renal aguda costuma estar ligada a fatores isquêmicos, infecciosos ou tóxicos.
O que acontece: o agravamento da doença pode provocar infecções do trato urinário, úlceras na boca e no estômago e pressão alta que leva à cegueira.
Prevenção: algumas raças apresentam maior predisposição a problemas nos rins e devem ser monitoradas regularmente por meio de exames. São elas: lhasa, doberman, beagle e sharpei.
Sintomas: o animal perde o apetite, emagrece rapidamente, passa a beber muita água e faz um xixi bem clarinho a todo momento. Vômitos e diarreia também são sinais da doença. Alguns, ainda, desenvolvem anemia.
Diagnóstico: o diagnóstico se dá por meio de exames laboratoriais de sangue e urina, ultrassom e, em alguns casos, até de radiografias especiais.
Tratamento: o objetivo é restabelecer o equilíbrio orgânico com uma dieta apropriada, isto é, pouco proteica, suplementos vitamínicos e terapia com fluidos e eletrólitos. Quando parte significativa dos rins foi comprometida, a recuperação do órgão se torna inviável, restando apenas a possibilidade de controlar o quadro. A hemodiálise pode ser indicada em situações muito específicas de insuficiência renal aguda, nos casos em que a terapia convencional com fluidoterapia não surte efeito.
Cachorro obeso

5. Obesidade
O que é: acúmulo excessivo de gordura decorrente da alteração no balanço energético do animal.
Causa: dieta inadequada e sedentarismo são os maiores fatores para o aparecimento da enfermidade. Algumas raças de cães e gatos são mais propensas ao problema do que outras.
Riscos: cães e gatos gorduchos podem desenvolver diabete, problemas nas articulações, doenças cardiovasculares e até alterações neurológicas.
O que acontece: animais gorduchos são sérios candidatos a ter níveis elevados de colesterol e triglicérides. Essas substâncias estão por trás de problemas como convulsão, paralisia, danos nos olhos e alterações neurológicas. Bichos excessivamente gordos estão mais propensos a desenvolver diabete e doenças articulares.
Prevenção: compre ração de boa qualidade, de acordo com a idade e grau de atividade para o seu amigo, não ofereça comida inadequada, controle os petiscos de petshop, estimule a prática de atividades físicas com passeios (no caso dos cães) ou brincadeiras (no caso dos gatos). Respeite a quantidade de ração diária a ser ingerida marcada na embalagem.
Sintomas: para identificar um bicho obeso, basta olhar para ele. Além do corpo rechonchudo, ele pode apresentar sede excessiva (em caso de diabete), falta de fôlego na hora de passeios, e sinais de hipertensão arterial.
Prevenção: compre ração de boa qualidade, de acordo com a idade e grau de atividade para o seu amigo, não ofereça comida inadequada, controle os petiscos de petshop, estimule a prática de atividades físicas com passeios (no caso dos cães) ou brincadeiras (no caso dos gatos). Respeite a quantidade de ração diária a ser ingerida marcada na embalagem
Diagnóstico: o método de diagnóstico mais utilizado é a inspeção e palpação do animal. Ele deve ter as costelas facilmente tocáveis e, quando visto de cima, apresentar forma de ampulheta. Se as costelas do animal não são visíveis, pode indicar que ele esteja acima do seu peso. Mas o veterinário dará o veredito fi nal ao comparar o peso do seu animal como estimado para aquela raça.
Tratamento: um programa bem-sucedido de emagrecimento exige plano nutricional, exercícios físicos diários, monitoramento metabólico e hormonal e acompanhamento veterinário.

6. Otite
O que é: é a popular inflamação de ouvido.
Causas: a doença costuma ter origem infecciosa, parasitária, fúngica ou seborreica.
O que acontece: se não for bem tratada, a otite pode se agravar e provocar uma meningite e ou até infecção generalizada, dois males capazes de matar.
Prevenção: proteja as orelhas do seu bicho durante o banho, tome cuidado com a limpeza do canal auditivo externo e, no caso de cães, não deixe que passeiem com o tronco para fora do carro para que o vento não penetre no canal auditivo.
Sintomas: quando há uma otite, o que fica mais evidente é o coça-coça das orelhas e o balançar frequente da cabeça. Secreção amarelada ou enegrecida e fedida também pode indicar que a infecção está instalada e latente.
Diagnóstico: o veterinário, durante o exame clínico, faz uma otoscopia, ou seja, usa aquele aparelhinho para enxergar o canal auditivo. E, em alguns casos, pode pedir uma coleta de secreção para análise.
Tratamento: o tratamento é feito com antibiótico no caso das otites bacterianas, antifúngicos para a otite fúngica, antiparasitários para a otite parasitária e ceruminolíticos, quando se trata de uma otite ceruminosa ou seborreica.
 Fonte:http://mdemulher.abril.com.br/casa/reportagem/bichos/6-doencas-mais-comuns-caes-gatos-620829.shtml

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Curiosidades sobre os animais - Girafas




GIRAFA
Giraffa camelopardalis
A girafa é um animal que reconhecemos à distância por todas as suas características especiais, principalmente por ser grande em tudo!
O pelo da girafa é castanho-alaranjado com manchas. Sabia que essas manchas distinguem uns animais dos outros porque são sempre diferentes? A ponta das patas costuma ser branca ou muito clara.

Tem um par de corninhos pequeninos na cabeça que terminam com um penacho de pelos. Como é feito de osso, nunca cai e por estar coberto de pelos ajuda-a a defender-se do ataque de outras girafas, sem se machucarem.
A girafa é o animal mais alto do mundo, chegando a ter 6 metros. Imagina a altura de três homens e uma criança, todos em cima uns dos outros!
Por ser tão alta, ela também é muito pesada. Pesa quase 1000 quilos, mais do que um automóvel.
Consegue correr muito depressa, ouve e vê muito bem, o que dificulta o ataque dos predadores, os animais que querem caçá-la.
A girafa alimenta-se de folhas de árvores, e é por isso que tem o pescoço tão comprido: para alcançar o topo das árvores com facilidade.
Quando tem que beber água, precisa afastar as patas da frente para conseguir descer com a boca até ao nível do chão. Raramente se abaixam e são capazes de passar muitos dias sem beber água.
Vivem em manadas, isto é, em grupos. A manada tem um chefe, um macho. Mas sabia que quando vão para outros lugares é a fêmea que conduz todos?
Quando uma mãe girafa vai ter um bebê tem que esperar 450 dias, ou seja, 15 meses. É mais do que um ano! Normalmente, só tem um filhote de cada vez. O filhote já nasce com dois metros, é mais alta do que um homem, e começa logo a andar.
Antigamente pensava-se que as girafas não faziam nenhum barulho especial, mas agora sabe-se que fazem uns gemidos e bufam baixinho.
A girafa dorme de pé. Só quando se sente completamente segura é que se deita no chão para descansar. Passa o dia calmamente à sombra das árvores e à noite, quando está mais fresco, sai para se alimentar.
Quando estão apaixonadas, as girafas esfregam os seus grandes pescoços umas nas outras em sinal de carinho.
Sabia que a língua da girafa é roxa e muito comprida? E que a girafa consegue limpar as orelhas com ela?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Diabetes em cães e gatos


Diabetes em cães e gatos




A diabetes também pode afetar a saúde dos cães e gatos. A doença ocorre devido uma deficiência no hormônio insulina que diminui a capacidade do sangue em metabolizar o açúcar (glicose), causando um estado de hiperglicemia. O Diabete Melito pode ser classificado em: Tipo 1 (insulina dependente), Tipo 2 (não insulina dependente).
No diabete tipo 1 a secreção de insulina é insuficiente ou até mesmo ausente devido à destruição das células do pâncreas que produzem o hormônio. 
 Este tipo de diabete é mais comum em cães de meia idade. O tipo II ocorre quando há quantidades suficientes de insulina sendo produzidas, mas o organismo é resistente a ela e  não a deixa  agir.É mais comum em gatos e freqüentemente animais obesos
O alimento consumido, é convertido em açúcar (glicose), que é a fonte de energia para todos  os órgãos. O papel da insulina é levar a glicose do sangue para dentro das células,Se o pâncreas não secreta mais a insulina (diabetes tipo I), ou ainda, se ele a produz normalmente, mas o organismo não responde à insulina (diabetes tipo II), a glicose não entra nas células e é ocorrendo uma série de problemas. A obesidade e drogas como glicocorticóides e progestagênios podem interferir no  efeito da insulina e contribuir para o aparecimento da diabetes (este caso setrata de outro tipo de diabetes- Tipo III).
Os principais sintomas da diabetes são: (4 P’s)
  • Poliúria (cão começar a urinar mais vezes ao dia);
  • Polidipsia (aumento da quantidade de água ingerida);
  • Polifagia (aumento na ingestão de comida);
  • Perda de peso, apesar de o cão ter um bom apetite.
Deste modo, apesar de ter excesso de glicose na circulação sanguínea, as células são privadas de energia. É quase uma ironia! 
A hiperglicemia leva à glicosúria (presença de glicose na urina), a urina fica muito concentrada fazendo com que o animal aumente a freqüência e a quantidade de urina (poliúria), fazendo com que o animal sinta mais sede e beba muita água (polidipsia). A não utilização da glicose numa região do cérebro chamada – hipotálamo não estimula o centro de saciedade no levando ao aumento da ingestão de comida, até três vezes o normal (polifagia) Apesar de comer muito, o seu amiguinho vai perder peso (pois o organismo fica sem reservas). Devido ao estado de esgotamento de reservas, o animal pode apresentar inflamações e infecções recorrentes (que vão e vem com frequência) principalmente no trato genital e urinário. Nos cães, os sintomas subsequentes são problemas visuais devido a catarata diabética (Os olhos dos cães são altamente sensíveis à glicemia elevada), enquanto que em gatos pode haver enfraquecimento dos membros traseiros (neuropatia periférica).

Os proprietários devem ficar atentos quando seu animalzinho diabético  apresentar sintomas agudos como: vômitos , seguindo-se de anorexia, depressão, respiração ofegante, odor cetônico característico. Estes sintomas são graves e indicam que o animal está metabolizando (quebrando) gordura corporal e massa muscular para sobreviver. Letargia e debilidade são também sintomas agudos, possivelmente indicadores de cetose e/ou desidratação, quadros que demandam assistência veterinária imediata.
O tratamento da Diabetes Mellitus Canina inclui:
  • Injeções de insulina× Seu veterinário irá determinar a dosagem ideal, e ele pode ajustar a dosagem baseada na experimentação. É importante prestar atenção ao horário, e dar as injecções sempre no mesmo horário, todos os dias.
  • A dieta do cão é muito importante para manter a Diabetes Mellitus canina sob controle. Recomenda-se que ela seja rica em fibras e proteínas, deste modo temos menos gorduras e carboidratos. A Dieta de um diabético deve ser muito criteriosa.
Alimente seu animalzinho diebético sempre no mesmo horário todos os dias. Seu veterinário irá determinar as quantidades e os horários de alimentação.
É importante que o animal coma junto com a injeção. O método mais seguro é para alimentar o seu animal de estimação em primeiro lugar, em seguida, dar a injecção (cerca de 20-30 minutos mais tarde). Se o seu cão não comer, você terá a oportunidade de ajustar a dose se necessário.
  • Exercícios também são importantes e o dono do cachorro deve ser consistente nesse ponto.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

OS CÃES NÃO ENXERGAM TODAS AS CORES


Os cães não enxergam todas as cores


A cada segundo, nasce um cachorrinho em algum lugar do mundo. No programa da 


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BBC, os pesquisadores escolheram uma fêmea para observar. Ela pesa menos de meio quilo e é extraordinariamente vulnerável: nasceu cega e as orelhas vão permanecer coladas durante as duas primeiras semanas de vida.



Como ainda estão em formação, as orelhas são frágeis demais para ficar expostas.
A filhotinha ainda não controla a própria temperatura, então depende totalmente do calor da mãe. Por que os filhotes nascem pequenos demais assim?
Bem, quanto menor ele é, maior a ninhada. E, contanto que fiquem sob a proteção da mãe, mais cachorrinhos vão sobreviver para ganhar tantas habilidades.
Aos poucos entendemos por que os cachorros são tão especiais. Reparem no vídeo que a filhotinha já está começando a explorar o mundo. E ela só tem duas semanas. Os olhos e os ouvidos, começam a se abrir. Ela já é capaz de usar a visão para circular por todo canto, mas será que enxerga as coisas da mesma forma que nós?
Os cachorros são daltônicos, mas isso não significa que para eles tudo é preto e branco.
A filhote enxerga, sim, algumas cores, mas principalmente o azul e o amarelo.
A explicação dos pesquisadores: os cães têm apenas dois tipos de receptores de cores, enquanto os seres humanos têm três. Mas é quando as coisas se mexem que a visão dos cachorros fica bem mais aguçada. É quase como se eles enxergassem em câmera lenta. Por isso que estão sempre no lugar certo para alcançar o brinquedo.
A audição deles também é privilegiada. Eles conseguem ouvir coisas quatro vezes mais distantes e duas vezes mais agudas que nós. Mas entre todos os sentidos, o que ele usa de forma poderosa é o faro.
O cérebro de um cachorro tem um décimo do tamanho do nosso, mas a parte que controla o faro é 40 vezes maior. Eles têm até 300 milhões de glândulas odoríferas em seu nariz, comparadas com as 5 milhões que nós temos.
Portanto, não se engane: você não consegue esconder um osso do seu cachorro só porque ele não está à vista.
A filhotinha acompanhada pela pesquisa da BBC já tem quatro semanas e está ocupada explorando a casa. Mas não da mesma maneira que nós faríamos.
Ela se orienta pelo nariz. É por isso que um cachorro saudável gosta de manter o nariz sempre molhado. Porque aumenta a quantidade de moléculas odoríferas que ele absorve no ar. E com o faro também consegue voltar ao passado distante.
Um cachorro pode sentir o cheiro de comida e outras coisas que estiveram em um lugar dias, semanas, até meses atrás. Isso tudo é natural nos cães.
No programa da BBC a filhotinha agora tem pouco mais de um ano. Ela vive no centro de treinamento de cães-guia e passa pela fase mais difícil de seu treino até hoje.
Ela criou a importante ligação com os seres humanos, mas agora tem de colocar isso em prática e fazer algo realmente impressionante.
Cuidar de uma pessoa cega e vulnerável significa saber quando parar na beira da estrada, evitar obstáculos no chão e no ar.
Ela pode cruzar este arco, mas sabe muito bem que a dona, cega, poderá bater a cabeça.
Como é que ela faz isso? Através da observação. Os cães nos observam o tempo todo, de uma forma que nenhum outro animal faz.]

Fonte:http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2014/06/pesquisadores-explicam-que-caes-nao-enxergam-todas-cores.html

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vacina contra raiva deve ser tomada logo após mordida de cão ou gato

Vacina contra raiva deve ser tomada logo após mordida de cão ou gato




Em caso de mordida de cachorro ou gato, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem logo um posto de saúde para tomar a vacina contra a raiva. São aplicadas até cinco doses, dependendo do caso.
Veterinários e estudantes de zootecnia devem tomar a dose de forma preventiva nos postos, de acordo com o ministério. São três doses para os profissionais: a segunda é aplicada uma semana após a primeira, e a terceira três semanas depois da segunda.
O vírus da raiva em humanos está praticamente erradicado no Brasil. Na cidade de São Paulo, o último caso provocado por cão aconteceu em 1981. Em animais, segundo o ministério, foram registrados no ano passado 63 casos em cães e seis em gatos, em 18 cidades do país. Um gato morreu em outubro na capital paulista, algo que não ocorria desde 1983.
A raiva é uma doença grave e pode levar à morte em quase 100% dos casos. Os principais sintomas em humanos são: coceira, dor de cabeça e coma.
Nos animais, pode haver muita salivação, mudança de comportamento (que deve ser observado por dez dias após a mordida), fuga ou morte. Caso o animal seja desconhecido, é preciso se vacinar. Se tiver com a dose em dia, apenas observe os sintomas e, caso haja alguma mudança, procure um médico ou veterinário.
Segundo a infectologista Rosana Richtmann, os dentes do gato são mais afiados e podem, além de raiva, transmitir tétano e outras bactérias. Se os cortes forem pequenos, não se devem fazer pontos, para evitar complicações.

Ciclo da raiva (Foto: Arte/G1)
De acordo com o ministério, o governo federal distribui a todos os estados lotes da vacina antirrábica para animais. A liberação prioriza as regiões com o maior número de casos: o Nordeste, Pará e Mato Grosso do Sul. Em seguida, vêm a Região Norte e algumas cidades do Centro-Oeste.
As doses são aplicadas por agentes dos estados e municípios, que também promovem campanhas de acordo com a necessidade.
Em 2010, a distribuição da vacina foi interrompida depois de efeitos colaterais que provocaram a morte de gatos e cachorros. Na época, o ministério importou 10 milhões de doses para manter a imunização nas regiões consideradas de risco epidemiológico.
Agora, o governo está distribuindo 30 milhões de doses em todo o país para normalizar a campanha. A avaliação e liberação da vacina antirrábica é feita pelo Ministério da Agricultura.
Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo recebeu no final de dezembro e no começo deste mês 2 milhões de doses. Porém, a Secretaria Municipal de São Paulo informou que as vacinas ainda não chegaram.
Em estados onde não há circulação do vírus da raiva canina, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a maior parte do Paraná, a estratégia adotada é a vacinação de rotina dos animais domésticos em Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) e outras unidades.
Os animais devem ser imunizados contra a raiva anualmente, a partir dos 3 meses de vida. Em clínicas veterinárias, o valor da dose varia de R$ 25 a R$ 45.
Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/01/vacina-contra-raiva-deve-ser-tomada-logo-apos-mordida-de-cao-ou-gato.html